Rita Gonçalinho - Para si a escrita é... Tanto uma demonstração de amor, como de raiva.

"A escrita entrou na minha vida em desabafos."

Olá, Rita!

Espero que se encontre bem, temos muito gosto que faça parte dos nossos autores entrevistados.

Vamos a isso…


Quem é a Rita Gonçalinho?

A Rita Gonçalinho é uma sonhadora, amante de vidas com história, e é, certamente, uma pessoa que vive mais tempo no mundo que existe dentro da sua cabeça do que propriamente na vida real, tornando-se assim, um ser humano bastante distraído!


Como a escrita entrou na sua vida?

A escrita entrou na minha vida em desabafos, embora trocasse os sentimentos por histórias emotivas, muito rapidamente.


Sempre teve vontade de ser escritora?

Desde que criei a primeira emoção da Diane, sim. Ou seja, desde os dezasseis anos que é uma vontade.


"Porque por vezes, é maior a necessidade de escrever do que a capacidade de foco."

No momento de enfrentar uma página em branco como se sente?

Decididamente nervosa! Sem saber se nascerá uma nova história, ou se será a continuação de uma já criada, ou até se será mais um desabafo. Porque por vezes, é maior a necessidade de escrever do que a capacidade de foco.


De onde surge a sua inspiração? O que a move?

A minha inspiração, vem de tudo o que me traga emoção. Assim como o que me move. Tudo o que faça o coração bater mais depressa e a alma ansiar por mais.


Publicou em março o seu primeiro livro, como foi criar estas personagens?

Criei estas personagens há dez anos, sei descrever melhor o que cada uma delas significa hoje, do que no momento que foram criadas. Sinto, por exemplo, que embora completamente diferente de mim, a Diane faz parte da minha vida, e os seus amigos e inimigos, são meus também.


"Ao mesmo tempo iniciei muitas histórias diferentes durante todo esse tempo."

Quanto tempo demorou a escrever esta história?

Visto que a primeira página foi escrita há dez anos, podia dizer que foi esse tempo todo, no entanto, é preciso salientar que tive inúmeros bloqueios criativos e ao mesmo tempo iniciei muitas histórias diferentes durante todo esse tempo. Talvez, fiquemos com o facto de que, no dia 1 de janeiro de 2021, voltei a pegar na história da Diane decidida a reestruturá-la e terminá-la. Escrevi o último capitulo em março de 2021.


O quanto de si está vinculado na história?

Muito, diria que, quando terminar a saga, não sei propriamente se vou conseguir desapegar-me da história. E talvez não queira (Risos)!


Defina a história numa palavra.

Emoção.


"No mínimo, aos quatro cantos do mundo."

Está em desenvolvimento o segundo volume, podemos esperar uma trilogia?

Tenho já planeado até ao quarto livro. Apesar de que a criatividade não tem hora nem lugar, e o que era para ser apenas um livro, já vai em quatro. Logo se vê!


Até onde quer levar esta história?

No mínimo, aos quatro cantos do mundo. Ser internacional, que seja traduzido, para inglês, francês, espanhol e por aí adiante.


Estava à espera da forma como a sua história tocou os leitores?

Em alguns detalhes, sim. Mas no geral, não. Às pessoas que me conhecem, peço sempre uma critica construtiva, pontos positivos e negativos, penso que até está a ter uma aceitação maior do que o que esperava.


"Quando pego, é difícil sair do momento da história."

Sendo que tem o curso Técnicas da Multimédia, exerce profissão nessa área?

Não, troquei o digital pelo humano, logo depois de acabar o curso. Hoje sou auxiliar de ação direta num lar.


Como consolida a carreira de autora com o seu dia-a-dia?

É difícil. Sou mãe, trabalho por turnos, e faço questão de conviver quando possível, por isso tenho semanas de nem pegar nas canetas. Mas por norma, quando pego, é difícil sair do momento da história.


Para quando podemos esperar a publicação do segundo volume?

Ainda não tem data prevista.


"Esta é a minha história a fazer história!"

Como se sentiu ao ter “Diane – À Sombra do Caos, Vol. I” nas suas mãos?

Radiante, emocionada, a fervilhar por dentro.

No lançamento disse uma frase que se adequa ao que senti: “Há histórias que não passam de histórias, e há histórias que fazem história. Esta é a minha história a fazer história!”


Que temas retrata neste livro?

O livro, no seu todo, retrata a força de vontade, o amor próprio, apesar de falar também de violência doméstica, luto, dor da perda e as incertezas dos jovens.


Se fosse hoje, mudaria alguma coisa no seu livro?

Não, acredito que está exatamente como devia estar.


"O processo, a visibilidade, para que o leitor já saiba como me encontrar."

Enquanto autora gostava de explorar outros géneros?

Definitivamente sim. Tenho alguns rascunhos de romances, e um de sobrenatural que vou explorar mais tarde.


Enquanto autor gostava de se internacionalizar?

Claro que sim! Não há limites para uma mente criativa, por isso, porque não?


Sendo que optou por uma editora vanity, pondera em lançar o segundo de igual modo?

Sim, aliás, penso que é o que faz mais sentido, numa questão de marketing, “seguir um padrão”, como a linha editorial, o processo, a visibilidade, para que o leitor já saiba como me encontrar.


"Definitivamente, a música certa ajuda-me a escrever."

Na sua opinião sente que os novos autores são menos apoiados quando lançam numa editora Vanity?

Depende. Não nos podemos esquecer que tivemos alguns grandes autores na nossa história que só foram reconhecidos depois de falecidos, por isso, tendo em conta que cada vez mais é o oposto acho que acaba por ser uma das alternativas mais viáveis.


Gostava de tentar a autopublicação?

Antes de contactar a editora, esse era o plano, na verdade. Mas mais uma vez, o alcance da publicidade é maior através de uma editora, que tem contactos, parcerias, e estudos do mercado para o efeito.


Gosta mais de escrever no silêncio ou com ruído? Tem algum local favorito para o fazer?

Não tenho nenhum lugar preferido para escrever, como disse, a criatividade não tem hora nem lugar. Mas, já pus no Youtube aquelas versões de uma hora da mesma música para escrever um momento da história. Definitivamente, a música certa ajuda-me a escrever.


"Embora nada seja mais infalível do que o “passa palavra”."

Na sua opinião, as redes sociais são uma boa forma de divulgar o seu trabalho?

Hoje em dia, sim, e cada vez mais. Embora nada seja mais infalível do que o “passa palavra”.


Tem alguma “condição” especifica para com os seus livros?

A única condição que me imponho quando escrevo é que esteja sempre a acontecer alguma coisa, e PRINCIPALMENTE, alguma coisa que excite o leitor para continuar a ler, ou seja, emoção!


Que outros projectos tem que possa partilhar?

Para já nenhum. Além da saga “À Sombra do Caos” que vão ser pelo menos quatro livros, evito pensar já nos que já tenho começados para não me perder (Risos).


"Focar ainda mais no autor do que no nome da editora."

O que gostaria de fazer que não vê uma editora tradicional fazer?

Fazer entrevistas como esta, por exemplo. Focar ainda mais no autor do que no nome da editora, promover o livro físico com as livrarias e não só as plataformas online.


Qual (Quais) são os autores que a inspiram?

Becca Fitzpatrick, Dan Brown e P.C. Cast. Estes três por J.K. Rowlling é todo um outro nível (Risos).


Como vê o processo editorial em Portugal?

Acho que está a acompanhar as tecnologias, com o ebook por exemplo, embora cada vez mais as editoras invistam nas plataformas online e não tanto no livro físico, o que na minha opinião, enquanto leitora, me deixe triste, pouca coisa se equivale ao aroma de uma livraria cheia de livros novos!


"Tenho dias que a minha raiva fura mil folhas, tenho dias que o amor, preenche dez capítulos."

Como vê a maneira como tratam a profissão de autores em Portugal?

Um tanto ingrata. Visto que escolhi recorrer a uma editora, acho a percentagem baixa, para quem teve toda a criatividade.


O que acha na sua opinião que devia ser feito em Portugal para atrair mais leitores e de alguma forma promover mais os autores nacionais?

Uma ideia que talvez seja um pouco louca, mas apostar nos canais nacionais, para promoverem o que é nosso, não só com entrevistas, mas também com as boas práticas da leitura, falarem também dos números pequeninos, isto é, dedicarem tanto tempo, a promover livros de autores portugueses como dedicam naquela iguaria do norte, ou aquela praia do sul, ou aquele vinho do oeste e por aí fora, se me faço entender.


Para si a escrita é…

Tanto uma demonstração de amor, como de raiva. Tenho dias que a minha raiva fura mil folhas, tenho dias que o amor, preenche dez capítulos.


"Que me reconheçam pelo que escrevo."

O que espera daqui para a frente enquanto escritora?

Visibilidade, acima de tudo. Que me reconheçam pelo que escrevo.


Deixe uma mensagem para quem a segue:

O que quer que façam na vida, seja muito ou seja pouco, façam com emoção!


Deixe uma mensagem para novos autores:

O processo é árduo, mas compensa cada gota de tinta e cada lágrima de frustração. Se é o teu momento de criar, é o teu momento de Ser!


Muito obrigada, “Entre Palavras”


Obra da Autora:





122 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo