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Rita Gonçalinho - Para si a escrita é... tanto uma demonstração de amor, como de raiva.

Atualizado: 11 de nov. de 2022

"A escrita entrou na minha vida em desabafos."

Olá, Rita!

Espero que se encontre bem, temos muito gosto que faça parte dos nossos autores entrevistados.

Vamos a isso…


Quem é a Rita Gonçalinho?

A Rita Gonçalinho é uma sonhadora, amante de vidas com história, e é, certamente, uma pessoa que vive mais tempo no mundo que existe dentro da sua cabeça do que propriamente na vida real, tornando-se assim, um ser humano bastante distraído!


Como a escrita entrou na sua vida?

A escrita entrou na minha vida em desabafos, embora trocasse os sentimentos por histórias emotivas, muito rapidamente.


Sempre teve vontade de ser escritora?

Desde que criei a primeira emoção da Diane, sim. Ou seja, desde os dezasseis anos que é uma vontade.


"Porque por vezes, é maior a necessidade de escrever do que a capacidade de foco."

No momento de enfrentar uma página em branco como se sente?

Decididamente nervosa! Sem saber se nascerá uma nova história, ou se será a continuação de uma já criada, ou até se será mais um desabafo. Porque por vezes, é maior a necessidade de escrever do que a capacidade de foco.


De onde surge a sua inspiração? O que a move?

A minha inspiração, vem de tudo o que me traga emoção. Assim como o que me move. Tudo o que faça o coração bater mais depressa e a alma ansiar por mais.


Publicou em março o seu primeiro livro, como foi criar estas personagens?

Criei estas personagens há dez anos, sei descrever melhor o que cada uma delas significa hoje, do que no momento que foram criadas. Sinto, por exemplo, que embora completamente diferente de mim, a Diane faz parte da minha vida, e os seus amigos e inimigos, são meus também.


"Ao mesmo tempo iniciei muitas histórias diferentes durante todo esse tempo."

Quanto tempo demorou a escrever esta história?

Visto que a primeira página foi escrita há dez anos, podia dizer que foi esse tempo todo, no entanto, é preciso salientar que tive inúmeros bloqueios criativos e ao mesmo tempo iniciei muitas histórias diferentes durante todo esse tempo. Talvez, fiquemos com o facto de que, no dia 1 de janeiro de 2021, voltei a pegar na história da Diane decidida a reestruturá-la e terminá-la. Escrevi o último capítulo em março de 2021.


O quanto de si está vinculado na história?

Muito, diria que, quando terminar a saga, não sei propriamente se vou conseguir desapegar-me da história. E talvez não queira (Risos)!


Defina a história numa palavra.

Emoção.


"No mínimo, aos quatro cantos do mundo."

Está em desenvolvimento o segundo volume, podemos esperar uma trilogia?

Tenho já planeado até ao quarto livro. Apesar de que a criatividade não tem hora nem lugar, e o que era para ser apenas um livro, já vai em quatro. Logo se vê!


Até onde quer levar esta história?

No mínimo, aos quatro cantos do mundo. Ser internacional, que seja traduzido, para inglês, francês, espanhol e por aí adiante.


Estava à espera da forma como a sua história tocou os leitores?

Em alguns detalhes, sim. Mas no geral, não. Às pessoas que me conhecem, peço sempre uma crítica construtiva, pontos positivos e negativos, penso que até está a ter uma aceitação maior do que o que esperava.


"Quando pego, é difícil sair do momento da história."

Sendo que tem o curso Técnicas da Multimédia, exerce profissão nessa área?

Não, troquei o digital pelo humano, logo depois de acabar o curso. Hoje sou auxiliar de ação direta num lar.


Como consolida a carreira de autora com o seu dia-a-dia?

É difícil. Sou mãe, trabalho por turnos, e faço questão de conviver quando possível, por isso tenho semanas de nem pegar nas canetas. Mas por norma, quando pego, é difícil sair do momento da história.


Para quando podemos esperar a publicação do segundo volume?

Ainda não tem data prevista.


"Esta é a minha história a fazer história!"

Como se sentiu ao ter “Diane – À Sombra do Caos, Vol. I” nas suas mãos?

Radiante, emocionada, a fervilhar por dentro.

No lançamento disse uma frase que se adequa ao que senti: “Há histórias que não passam de histórias, e há histórias que fazem história. Esta é a minha história a fazer história!”


Que temas retrata neste livro?

O livro, no seu todo, retrata a força de vontade, o amor-próprio, apesar de falar também de violência doméstica, luto, dor da perda e as incertezas dos jovens.


Se fosse hoje, mudaria alguma coisa no seu livro?

Não, acredito que está exatamente como devia estar.


"O processo, a visibilidade, para que o leitor já saiba como me encontrar."

Enquanto autora gostava de explorar outros géneros?

Definitivamente sim. Tenho alguns rascunhos de romances, e um de sobrenatural que vou explorar mais tarde.


Enquanto autor gostava de se internacionalizar?

Claro que sim! Não há limites para uma mente criativa, por isso, por que não?


Sendo que optou por uma editora vanity, pondera em lançar o segundo de igual modo?

Sim, aliás, penso que é o que faz mais sentido, numa questão de marketing, “seguir um padrão”, como a linha editorial, o processo, a visibilidade, para que o leitor já saiba como me encontrar.


"Definitivamente, a música certa ajuda-me a escrever."

Na sua opinião sente que os novos autores são menos apoiados quando lançam numa editora Vanity?

Depende. Não nos podemos esquecer que tivemos alguns grandes autores na nossa história que só foram reconhecidos depois de falecidos, por isso, tendo em conta que cada vez mais é o oposto acho que acaba por ser uma das alternativas mais viáveis.


Gostava de tentar a autopublicação?

Antes de contactar a editora, esse era o plano, na verdade. Mas mais uma vez, o alcance da publicidade é maior através de uma editora, que tem contactos, parcerias, e estudos do mercado para o efeito.


Gosta mais de escrever no silêncio ou com ruído? Tem algum local favorito para o fazer?

Não tenho nenhum lugar preferido para escrever, como disse, a criatividade não tem hora nem lugar. Mas, já pus no Youtube aquelas versões de uma hora da mesma música para escrever um momento da história. Definitivamente, a música certa ajuda-me a escrever.


"Embora nada seja mais infalível do que o “passa palavra”."

Na sua opinião, as redes sociais são uma boa forma de divulgar o seu trabalho?

Hoje em dia, sim, e cada vez mais. Embora nada seja mais infalível do que o “passa palavra”.


Tem alguma “condição” específica para com os seus livros?

A única condição que me imponho quando escrevo é que esteja sempre a acontecer alguma coisa, e PRINCIPALMENTE, alguma coisa que excite o leitor para continuar a ler, ou seja, emoção!