Helena Nunes - Para si a escrita é... um refúgio de palavras que me deixa respirar.

Atualizado: 11 de nov.

"O que me move é a necessidade quase urgente de exprimir o que vou sentindo e pensando."

Olá, Helena!


Muito obrigada por ter aceitado o nosso convite para esta entrevista.

Vamos lá…


Quem é a Helena Nunes?

A Helena é uma mulher que gosta de viver cada dia com um sorriso, que procura sempre motivos para rir e fazer os outros rir e que, apesar das suas inseguranças, arrisca sempre em seguir os seus sonhos e aquilo que acredita que a faz feliz.


De onde surge a sua inspiração? O que a move?

A inspiração surge-me de sonhos que tenho à noite, de pensamentos que me surgem na mente ao longo do dia, de algo que tenha visto e que me tenha despertado a curiosidade em explorar por palavras. O que me move é a necessidade quase urgente de exprimir o que vou sentindo e pensando.


Como nasceu a escrita na sua vida?

A escrita apareceu na minha vida desde cedo. Sempre foi algo de que gostei bastante e a partir dos sete anos comecei a escrever pequenas histórias e poemas, que partilhava apenas com os meus pais. Com o passar dos anos criei um blog para que as minhas palavras chegassem a mais leitores e fui desenvolvendo a minha escrita.


"Sou da opinião de que tudo tem o seu tempo e a imaginação não é exceção."

Quando se sente bloqueada, como faz para que a inspiração reapareça?

Quando estou bloqueada não me forço a escrever nem a procurar inspiração. Sou da opinião de que tudo tem o seu tempo e a imaginação não é exceção.


Quanto tempo levou o processo do livro Des(culpa), desde a ideia à entrega para a editora?

Anotei a ideia base em outubro de 2020, mas apenas comecei a escrever em janeiro de 2021 e terminei no início de julho do mesmo ano. Aproveitei o mês de agosto para rever e corrigir e em setembro contactei algumas editoras. A resposta chegou em outubro por parte da Cordel D’Prata e trabalhámos no livro até ao seu lançamento em junho de 2022.


De alguma forma, a Helene revesse na personagem principal, Alice?

A Alice e eu somos muito diferentes, no entanto penso que me revejo um pouco na dificuldade que ela tem em tomar decisões, apesar de termos inseguranças muito diferentes.


"Não mudaria nada, estou satisfeita com a história que trouxe aos leitores."

O quanto de si está nesta obra?

Muita dedicação, paixão, carinho e paciência.


Se fosse hoje, mudaria algo na sua história?

Já pensei muito nesta questão e a resposta a que chego é sempre a mesma: não mudaria nada, estou satisfeita com a história que trouxe aos leitores.


Defina Des(culpa) numa palavra.

Imprevisível.


"Gostaria de me aventurar mais na poesia."

Enquanto autora, que outros géneros, gostaria de explorar?

Gostaria de me aventurar mais na poesia, mas ainda considero que os meus poemas são muito intimistas para me atrever a vê-los em livro.


Existe algum projeto agregado a esta obra?

Não.


O que sentiu ao ver o Des(culpa) tão acarinhado pelos leitores?

Uma alegria inexplicável misturada com incredulidade, pois sendo o meu primeiro romance nunca esperei que a receção fosse tão boa e que os leitores estejam a adorar!


"No fundo, falta acreditar que em Portugal se faz muita, boa e inovadora literatura."

Enquanto professora, sente que consegue impactar os seus alunos para se tornarem leitores?

Quando descobrem que a professora escreve ficam logo bastante curiosos, acabam por procurar os meus textos nas redes sociais e lê-los e têm mostrado muito interesse em ler o “(Des)Culpa”. Tento sempre mostrar-lhes que a leitura nos pode levar a viajar por mundos que nunca imaginámos e que nos ajuda em várias vertentes da vida, apresento-lhes novos géneros, autores e obras e procuro que encontrem algo que os motive para a leitura.


Na sua opinião, as redes sociais são uma boa forma de promover o seu trabalho?

Sim, atualmente são essenciais e um importante passa-palavra, sem elas não conseguiria chegar a tantos leitores em Portugal e no estrangeiro.


Na sua opinião, o que falta fazer em Portugal para dar voz aos autores portugueses?

Falta acabar com elitismo literário e começar a dar oportunidade a novas vozes desconhecidas do público. No fundo, falta acreditar que em Portugal se faz muita, boa e inovadora literatura.


"Os livros e os autores não são só feitos de palavras, são principalmente feitos de leitores."

Existe mais alguma obra para breve?

Já está em andamento uma segunda obra, bem diferente do “(Des)Culpa”, mas ainda se encontra numa fase inicial.


Para si a escrita é…

Um refúgio de palavras que me deixa respirar.


Deixe uma mensagem para os seus leitores:

Acreditem nos novos autores e acreditem ainda mais em vocês, enquanto leitores, pois são quem pode fazer a diferença e provocar a mudança no meio literário português. Os livros e os autores não são só feitos de palavras, são principalmente feitos de leitores. Obrigada a todos os que leem as minhas palavras, porque sem vocês o “(Des)Culpa” continuaria no bloco de notas!


Partilhe connosco uma passagem do livro que seja a sua favorita:

“Este é o momento em que os astros se alinham e a vida faz sentido.”


Muito obrigada, Cristina, “Entre Palavras”


Obra da Autora:


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