Bruno Correia - Para si a escrita é... terapêutico e relaxante.

Atualizado: 14 de set.

"Uma pessoa calma, alegre e 100% introvertida, mas sempre pronta para novas amizades."


Olá Bruno!

Desde já, muito obrigada por ter aceite partir nesta aventura connosco.

Vamos a isso…


Quem é o Bruno Correia?

É uma pessoa que tem esperança que, embora tenha tido várias razões para o desmotivar, o mundo possa melhorar e ser um sítio melhor. Uma pessoa calma, alegre e 100% introvertida, mas sempre pronta para novas amizades. Ele gosta mais de ouvir os outros do que falar de si próprio e que ajuda os outros, mesmo quando ninguém pede.


Como a escrita entrou na sua vida?

Eu comecei a escrever nas composições que tínhamos de fazer para as aulas e acordos de Português. Desde aí sempre vi que gostava de escrever, embora a minha letra deixasse muito a desejar. Mas seriamente pensei em escrever o livro no 8º ano quando o meu professor de Português sugeriu um projeto de tema livre. Enquanto muitos colegas pensaram em fazer vídeos e danças parvas e eu decidi juntar as minhas composições todas num ficheiro. O professor até que gostou, mas infelizmente todos gozaram comigo com isso porque na altura já estava no meu 4º ano consecutivo a sofrer bullying pela turma toda.


Onde vai buscar a inspiração? O que o move?

A minha inspiração inicialmente surgiu de uma mistura de Fantastic 4, Os Incríveis e Digimon. Depois gradualmente tem sido um pouco de tudo: jogos; músicas; filmes; livros; séries e animes.


"Do dia para a noite o mundo pode dar à nossa vida uma volta de 180º graus."

Sempre foi uma ambição escrever?

Cada composição que fazia deu-me cada vez mais gosto de as fazer. Eu lia os livros na biblioteca e sonhava um dia ter uma história minha naquelas estantes.


Em jovem, infelizmente passou por alguns obstáculos, como isso o moldou?

Como já falei, sofri bullying desde o 5º ao 8º ano, por isso foram 4 anos infernais para mim. Isso fez-me ter mais cuidado a quem dou a minha confiança porque já muitas vezes ma partiram e humilharam sem eu poder fazer nada. Depois de acabar a escola, muitos dizem que arranjam o seu primeiro emprego, outros vão para a universidade. Eu apanhei cancro. Agora está tudo bem, vai fazer 7 anos dia 24/04, mas foi assustador no início. Isso fez-me perceber que não temos todo o tempo do mundo, que do dia para a noite o mundo pode dar à nossa vida uma volta de 180º graus.


Já lhe aconteceu, estar a olhar o computador e sentir-se perdido na sua imaginação?

Imensas vezes! Quando isso me acontece, o melhor que faço é parar de escrever um pouco e ir descontrair a cabeça com outra coisa. Eventualmente esse bloqueio vai desaparecer. Agora se obrigo a que saia algo com esse bloqueio, não sai nada e se, eventualmente, sair algo, acabo por não gostar e apago.


"É uma frase tão simples, mas que para mim é o melhor que me podem dizer."

Está a trabalhar na Saga As Jóias Mágicas, sendo que lançou o primeiro em 2020, como foi a criação deste mundo?

Todos nós temos as nossas brincadeiras quando somos pequenos. As nossas aventuras imaginárias. Mas quando avançamos para o 2º ciclo da escola temos novos amigos e esquecemos essas brincadeiras. Eu como sofri de bullying continuei nas minhas brincadeiras e elas foram crescendo comigo até ao ponto de conseguir escrever livros sobre isto.


O facto de o personagem principal chamar-se Bruno, foi propositado?

Claro, minhas brincadeiras, tinha de ter uma personagem chamada Bruno. Quando pensei seriamente em publicar quis mudar o nome, mas não me parecia correcto. Não parecia o mesmo. Não sei, algo faltava quando mudava o nome. Por isso manteve-se Bruno. Gosto de ver aquele Bruno Lino como um Bruno igual a eu, mas de uma realidade alternativa.


Estava à espera do impacto que esta história teve sobre os leitores?

Honestamente não. Diz-se que o maior critico das nossas criações somos nós próprios e eu nunca achei que a minha história fosse boa como as pessoas dizem. A minha amiga Ana é que me incentivou a escrever do início ao fim e o entusiasmo e gosto dela pelo livro me deu inspiração para continuar a escrever e querer publicar. Quando o publiquei, não pensei que houvesse muita gente a gostar, mas tive. Fico contente cada vez que me dizem “estou à espera do 2º”. É uma frase tão simples, mas que para mim é o melhor que me podem dizer.


"Um bocado spoiler aqui, mas passei a minha experiência do bullying para o livro."

Quanto tempo demorou a escrever o primeiro livro?

De seguida levei 2 anos de 2015 a 2017. Se formos ver em termos de total. Eu comecei a escrever em 2010 para aquele projecto de Português, mas fui tão criticado e gozado pelos meus colegas que nunca consegui pegar no livro. Cada vez que o abria, era como se os demónios todos estavam lá dentro e tiravam-me toda a vontade de escrever. A minha amiga Ana é que me incentivou a apagar o ficheiro e escrever de novo. Acabei por o fazer e foi a melhor coisa a fazer. Era um novo ficheiro e os demónios desapareceram todos. Por isso, se formos ver por aí, foi uma história que levou 7 anos a ser escrita.


O quanto de si, o quanto do que passou, está representado nas suas histórias?

Um bocado spoiler aqui, mas passei a minha experiência do bullying para o livro. Mas é como digo, realidade alternativa. Enquanto eu nunca pude fazer nada contra os meus agressores, aquele Bruno Lino tinha a Jóia da Invisibilidade e assim ele pôde defender-se e atacar os seus agressores, actuais ou não.


O segundo livro da Saga, que espera sair ainda este ano, o que podemos esperar?

Muitas “Revelações”. (Risos). Eu sinto que a escrita aí já foi melhorada. E a história já não é uma simples brincadeira de crianças, já será um pouco mais complexa em que cada detalhe vai ser importante para mais à frente. Eu irei estar ansioso para saber as opiniões das pessoas neste porque eu incluí uma coisa que não sei como as pessoas vão reagir, mas que senti que era o melhor a fazer para aquelas 2 personagens. Dar-lhes outro nome ficava errado e assim é o mais correcto.


"Mas é fácil sonhar alto, mas não convém muito para a queda doer menos."

Até onde quer levar esta saga?

Ui… Não se assustem, ok? Eu tenho planeado 2 side-stories em que faço o livro inteiramente em 1ª pessoa com o POV dessas personagens. Do grupo d’As Jóias Mágicas, está planeado um total de 7 livros. Por isso quero escrever 9 livros! Eu sei, é muito, não se assustem, mas prometo que irão gostar de todos eles.


O tempo entre o primeiro e o segundo livro, foi propositado?

Tem outros projetos em calha?

Eu queria deixar ano e meio de distância entre o 1º e o 2º livro, mas outras coisas aconteceram e o livro teve que ser adiado mais uns mesitos. De momento, os meus outros projectos em calha é escrever a continuação. Talvez, num futuro longínquo quando acabar esta saga, talvez escreva um livro criminal. Mas primeiro esta saga que me acompanhou a minha vida toda e espero que vos acompanhe também.


O que espera daqui para a frente enquanto escritor?

Honestamente não sei. Talvez que mais pessoas conheçam o meu trabalho e que o adorem tanto como eu. Ir fazer uma apresentação a uma FNAC seria um sonho. Mas é fácil sonhar alto, mas não convém muito para a queda doer menos. O que mais quero é que as pessoas gostem da minha história e que isso as inspire a serem melhores pessoas.


"Esses foram os que mais me marcaram, positiva e negativamente."

Olhando para trás, mudaria alguma coisa, no seu livro?

Algumas coisas para poder trabalhar em futuras ideias que já tive. Mas, acho que na verdade não mudaria nada, acho-o perfeito como está.


Se pudesse escolher uma frase para descrever o seu livro, qual seria?

Os portadores d’As Jóias Mágicas tentam criar os seus destinos, mas os seus destinos já estão escritos.


Já decorreu alguma situação com os seus leitores que o tenha marcado?

Todos eles me marcaram. Talvez do meu amigo Marco Ferreira (escritor de “Depois da Primeira Página”) me convidar para um café e isso na verdade era a minha primeira entrevista. Tive um casal que considerava amigos, mas depois só por me terem comprado o livro para eles, queriam que eu oferecesse outro para eles darem a outra pessoa. Eu disse que não podia porque tinha de vender os livros e eles criticaram-me como se fosse a escumalha da Terra. Esses foram os que mais me marcaram, positiva e negativamente. Mas tento não pensar nos negativos que isso não leva a lado nenhum (a não ser que seja construtivos).


"Ainda antes do livro sair o meu livro foi um dos nomeados."

Gostaria de explorar outros géneros?

Talvez, quando acabe esta saga, vá explorar os livros criminais. Eu adoro ver C.S.I. e adorava conseguir fazer algo nisso em livros.


Que outros mundos de fantasia, ambiciona criar?

Para já, mais nenhum. Mas se fosse criar, muito certamente deixaria referências aqui e ali do 1º mundo.


Qual foi a sensação de ganhar o Prémio de Melhor Livro de Fantasia 2020? Estava à espera?

Se me dissessem em 2018 que vou publicar o meu livro, eu iria achar incrível. Se me dissessem em 2018 que o mesmo livro ia ganhar um prémio, eu iria rir porque isso seria impossível. Literalmente o meu livro foi publicado em Agosto, e 2 meses depois em Outubro, ganhei o prémio de Melhor Livro de Fantasia de 2020. Ainda antes do livro sair o meu livro foi um dos nomeados. Eu ia passear o meu cão e vi isso antes de sair de casa, fiquei 10 minutos dentro do prédio a delirar! (Risos) Mas prontos, fui à Gala com a mentalidade de ver como era uma gala em pessoa, nunca pensei que o fosse ganhar. Sempre achei uma tarefa impossível. E depois chamam o meu nome. O meu maior medo naquele momento foi fazer figura de parvo e cair das escadas abaixo. Não podia agarrar-me às cabeças das pessoas. Ainda acho incrível como ganhei o prémio. Mas, se o ganhei 1 vez, posso ganhar a 2ª vez. Mas, por um lado, espero bem que não. Outras pessoas também merecem este prémio para os incentivar a escrever e continuar a focar-se nos seus sonhos. Este prémio certamente me incentivou a continuar porque se o 1º livro foi digno de receber um prémio, então estou a fazer algo certo. Não que quem não ganhe não esteja a fazer coisas certas no livro, nada disso! Mas, para mim, foi um grande boost de confiança que recebi para continuar esta saga.


"Há imensos livros fantásticos de Fantasia pelo mundo fora e Portugal também não fica muito atrás."

O ano passado voltou a subir ao palco, para entregar o prémio na mesma categoria, como se sentiu?

Correcção: Não foi o mesmo prémio, mas fui entregar o prémio de Top Vendas do Stand Cordel d’ Prata na Feira do Livro de Lisboa 2021. Senti-me ainda mais nervoso. Eu fui preparado, levei um papelinho. Cheguei ao palco e olhava para a folha, para as pessoas, para a folha, para as pessoas. Eu não via nada!! Total pânico. Ainda pior quando o envelope tinha o nome errado do vencedor (a verdadeira vencedora foi a Inês Neves com “O Senhor Lápis”), aí eu entrei em completo colapso por ter feito asneira (na verdade foi o envelope, por isso foi a editora que errou, mas até me dizerem isso mentalizei-me que tinha sido eu). Espero que este ano, se for chamado ao palco, não faça asneira. Conhecendo eu… não faço promessas.


Na sua opinião, o género fantasia ainda é muito contido em Portugal?

Eu acho que pouco a pouco se chega lá. Muita gente lê, mas é muito desvalorizada por algumas pessoas. Mas prontos, é um progresso que se deve ter. Há imensos livros fantásticos de Fantasia pelo mundo fora e Portugal também não fica muito atrás. Temos a “Defensora do Oculto” e “Aquorea” da Andreia Ramos e da M. G. Ferrey, respectivamente, e outros que eu tenho na estante, mas ainda não os pude ler, como “Broken” e “Ressurgir dos Eternos Titãs” da Tânia Dias e da R. C. Vicente, respectivamente.


Tem o curso de gestão de redes informáticas, é uma área em que trabalha?

Não. Eu agora trabalho como assistente operacional numa escola secundária em Portimão. Mas formei-me nesta escola, isso conta para alguma coisa, certo?


"Seria um sonho que o meu livro conseguisse ir mais longe."

Como concilia a sua profissão com a de escritor?

Depende dos dias, até que dá, há outros dias mais exaustivos em que simplesmente não dá. Uma pessoa acaba com as tarefas da casa e quer é deitar-se. Mas há outros dias melhores que dá para fazer algo, nem que seja umas linhas.


Gostava de se internacionalizar?

Se gostava! Seria um sonho que o meu livro conseguisse ir mais longe. Se bem que já o enviei para França, Inglaterra e Brasil, mas foi só para uma pessoa em cada país. Mas adorava. Ainda para mais porque tenho um primo em frança, Patrick Sobral, que escreve a sua banda desenhada “Les Legéndaires” e aquilo lá corre-lhe tão bem que já tem as suas BDs publicadas em quase todo o mundo (infelizmente aqui não), mas ele já foi a apresentações no Canadá e Japão! Até tem uma série animada a dar nas TVs. (Actualmente podem vê-la na RTP2) Por isso, tenho um sonho de esta saga conseguir chegar de alguma maneira ao mesmo nível que a sua obra chegou.


Se pudesse ser um personagem, qual seria?

Gostaria de ser o Luís Santos na minha história. Foi a minha personagem favorita a trabalhar no 1º livro, mas do 2º livro para a frente ele perde o seu lugar para o Leo Vitorino, vocês não conhecem, mas vão adorá-lo.


"Se a sua obra consegue ir para uma editora tradicional ou se consegue publicar sozinho."

Quais são os autores que o inspiram?

Os autores que mais me inspiram são a Andreia Ramos, Rick Riordan, T. A. Barron, Christopher Paolini e M. G. Ferrey.


Publicou numa editora vanity, recomendaria a novos autores? Até que ponto uma editora vanity ajuda os seus autores?

Para um autor novo que não tem conhecimentos em lado nenhum, acho que uma editora vanity é um bom começo. Sempre tem apoio da editora na publicação até uma pessoa conseguir ver o que pode fazer para melhorar a sua obra, se a sua obra consegue ir para uma editora tradicional ou se consegue publicar sozinho. Bem, acho que depende das editoras o que ajudam. No meu caso com a Cordel d’ Prata, eles ajudam imenso. Não avançam nada no meu livro sem o meu consentimento. Por isso, eu acho que até é um bom começo para qualquer novo escritor, depois do 1º livro é que o escritor talvez possa optar por outras escolhas.


Quais são os seus hobbies?

Escrever, óbvio. Mas também ouvir música, jogar e ler. São hobbies que me ajudam com ideias e inspirações para o hobbie principal.


"Existe sim, quero que todas as capas tenham desenhos do meu pai, tal como o primeiro teve."

Existe alguma “condição” para com os seus livros?

Existe sim, quero que todas as capas tenham desenhos do meu pai, tal como o primeiro teve. Outra condição que foi acidental e vejo que é possível é cada um dos 9 livros que quero escrever ter algo que o relacione aos símbolos nos cartões da digi-escolhidas da 1ª temporada [para quem não sabe, existe a Coragem, Amizade, Amor, Conhecimento, Luz, Esperança, Sinceridade (ou Pureza) e Confiança (ou Honestidade)]. Este primeiro livro está baseado no símbolo da Esperança, como a Esperança de poder confiar em pessoas novamente e de poder melhorar o mundo. O 2º livro sinto que consigo ligar com a Sinceridade porque os nossos portadores ainda serão muito sinceros ou puros para as revelações que virão aí.


Para si a escrita é…

Terapêutico e relaxante.


Como vê o processo editorial em Portugal?

Muito pouco selectivo. Temos a rara hipótese de termos livros bons publicados em boas editoras. Mas as editoras grandes (como Bertrand, Leya, etc…) publicam os meus escritores que são jornalistas e famosos.


"Não precisamos de outros escritores terem que nos rebaixar para se erguerem no pódio como os melhores."

O que na sua opinião devia ser feito em Portugal para atrair mais leitores e de alguma forma promover mais os autores nacionais?

Apoiarem mais os novos autores. Porquê fundamentarem-se só nos livros de jornalistas com imensos novos talentos por todo o Portugal continental e ilhas espalhados e sem ser apreciados pelo seu talento de escrita? Acho isso ridículo. Não digo que os livros desses escritores sejam maus, mas uma pessoa vai à parte dos livros no Continente em 2020 e 2022 e pouca diferença se nota quando.


Na sua opinião devia existir mais interajuda entre os autores nacionais?

Já há muito interajuda entre os autores. Se podia haver mais? Sim. Nós, os escritores, já somos uma comunidade bastante reduzida, não precisamos de outros escritores terem que nos rebaixar para se erguerem no pódio como os melhores.


As redes sociais na sua opinião são uma boa forma de promover o seu trabalho?

São uma grande forma para promover os meus livros. Eu é que tenho vergonha e sou anti-social para essas coisas. Devia de me focar mais nisso, disse eu em 2020 e 2021 e digo em 2022. Acho que estou num ciclo vicioso.


"Quando escrevo gosto mais de estar rodeado de música para me fechar no meu cantinho."

Quando escreve, gosta mais do silêncio? Tem algum lugar preferido?

Quando escrevo gosto mais de estar rodeado de música para me fechar no meu cantinho para não ser incomodado pelo mundo. Até agora estou a ouvir música para responder a esta entrevista. (Música actual: Cover de Hopes and Dreams).


Deixe uma mensagem para os seus leitores:

Muito obrigado a vocês por sempre me apoiarem e por alegrarem os meus dias. Espero não vos decepcionar com o 2º livro e os próximos.


"Eles vão acordar para a vida e perceber que nem tudo é um mar de rosas, porque as rosas têm espinhos."

Deixe uma mensagem para quem pretende escrever:

Nunca desistas. Parece que vai dar trabalho escreveres uma história, mas eu sinto que cada escritor deixa um pouco de si nas suas obras e é isso que as fazem as “nossas” histórias. Nunca percas a esperança porque ela é a última a morrer.


Deixe uma mensagem sobre o seu novo livro:

Neste livro vai haver muitas revelações para o grupo. Novas informações sobre a lenda das Jóias Mágicas, novos inimigos, novos aliados e acontecimentos que vão marcar os portadores em maneiras que dificilmente poderão superar. Mas a inocência deles que vai ser mais explorada. Eles vão acordar para a vida e perceber que nem tudo é um mar de rosas, porque as rosas têm espinhos.


Muito obrigada, “Entre Palavras”


A obra do Autor:



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